• Por que as pessoas não são felizes? O que está faltando?
  • Todos vivem correndo o tempo todo em busca da tal felicidade e porque não a encontram?  
  • Mas e a tal felicidade, onde está?

Podemos fazer várias perguntas às quais as respostas serão as mesmas.

Passamos a vida estudando para nos formar. Quando formamos, estudamos para fazer concursos públicos e, quando passamos, conquistamos nossos alvos e objetivos.

Mas e a tal felicidade?

Estamos andando a pé, de ônibus ou metrô, até que num belo dia compramos o nosso tão sonhado carro. Moramos de aluguel, e num belo dia, compramos nossa casa e, por fim, continuamos a nos questionar: o que nos falta , e a tal felicidade onde está?

Saímos em busca do ter: ter sucesso, ter um bom emprego, ter uma família, ter um belo carro e uma casa, ter filhos, mas, e a tal felicidade? Quanto mais o ser humano tem, mais a tal felicidade do ter ele persegue.

Porém, o ser humano esquece uma coisa muito importante, que é o “ser humano” que existe dentro de cada um de nós: ser pessoa, ser gentil, ser amado, ser especial, ser amoroso. Porém, por causa dessa busca incessante do ter, esquecemo-nos do SER.

A vida é simples e bela, mas não paramos para admirá-la, não agradecemos sequer a noite de sono que tivemos, o sol que nos aquece, a brisa nos envolvendo. Não agradecemos sequer pela saúde, pela tranquilidade, pela família que temos. Pelo trabalho que paga nossas contas, pelos filhos, amigos, pela comida, pelo céu etc.. se formos parar para analisar e fizermos uma lista de agradecimentos, com certeza seríamos muito mais felizes em saber o quanto nós temos para agradecer do que para reclamar.

Reclamamos do trânsito, dos engarrafamentos, das filas etc. Mas que tal dar um significado diferente para tudo isso, ou melhor, ressignificar nossas vidas e atos? Se estamos no engarrafamento, que tal ouvir uma música e cantar e alegrar o ambiente nessa espera infinita. Que tal começar a agradecer a Deus por tudo que ele fez e tem feito em nossas vidas?

Não tenho dúvidas que, ao terminar o engarrafamento, nem vamos perceber que duas horas se passaram, mas que foram horas de alegria, paz, tranquilidade em perceber tantas coisas boas em nossas vidas.

Nossos pais e avós não tinham uma internet, um facebook ou mesmo um celular, mas viviam felizes sentados na porta da casa fazendo algo muito importante com a vizinhança que era ouvir, bater papo, conversar, trocar ideias. O mundo naquela época sem globalização, internet, blogs, twitter, fazia as pessoas mais próximas e felizes sem exigir tanta da vida e das pessoas.

Hoje a conversa é: precisamos melhorar nossa performance, nossa liderança e nosso modo de vida. Estamos vivendo a vida dos megabytes, a era da informática, do capital intelectual, da gestão dos conhecimentos, enfim na grande busca incessante do “ter”.

A maior felicidade que o ser humano pode buscar e alcançar é a harmonia entre o seu consciente e inconsciente. Segundo Jung, podemos perceber que a felicidade é simplesmente ir em busca dessa harmonia, desse equilíbrio, tão sonhado e desejado pelo ser humano.

A busca de si mesmo. Do ser humano que existe em cada um de nós. E essa tal felicidade, com certeza, está dentro de cada um.

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